“Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. (…) Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador.”
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Para o meu Ben...
Sempre quis escrever alguma coisa para você. Dizer o quanto eu te amo, e eu não sabia da existência de um amor tão incondicional até eu ter visto o seu rostinho pela primeira vez. A Dinda ficou aos prantos quando sua mãe antes de entrar para a sala de parto começou a chorar. Foi um dia especial para ela. Ela fez exame de faixa no karatê, no exato momento que você nascia, minha cabeça estava toda em você, pensava nas suas mãozinhas, nariz, nos pés. Chovia, serenava na verdade, ficou friozinho esse dia. Nos primeiros dias só conseguia te pegar enrroladinho na manta, tinha medo de te quebrar, você era tão delicado. Foi um bebê traquilo, digamos. Olhava tudo com calma, ficava quientinho no nosso colo. Nossa, como é bom ter você na minha vida...
Não existe um dia em que não pense em você, na mãozinha fazendo a pergunta do "cadê", ou no dedinho apontando. O modo de correr com as mãozinhas para trás, ou se tacando no chão quando algo não te agrada...
Engraçado o amor, engraçado olhar para alguém com esse sentimento tão forte. A Dinda passou a ter uma ligação mais forte com a sua mãe, em um momento muito delicado, acho que antes de saber a gravidade do acidente que ela sofreu, a Dinda soube que era a sua mamãe ali. E nos tornamos mais cumplices, ou realmente cumplices naquele momento, tantas visitas. Assistindo filmes, indo jantar no Cumbuco... Enfim era o começo de dar uma base sólida na nossa amizade...
Um dia veio o convite, estávamos jantando, na hora do brinde sua mãe queria brindar à madrinha do Benjamim, eu não tinha a menor noção que seria eu, ela chorou e olhou para mim. Meu coração disparou, não acreditava que além de sobrinho eu seria a sua madrinha. Essa doidinha aqui, que adora entrar nesse mundo de criança.
Sem mais rodeios, quero te dizer que você é um presente tão grande que o Papai do Céu me deu, que não consigo escrever à altura dele. Não consigo traduzir em palavras. Como te dizer que as vezes meu dia está indo tão mal, mas tão mal, que basta eu chegar na sua casa olhar para você, e sou outra pessoa, calma, serena.
Você, Ben, é a tradução do amor...
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