quinta-feira, 31 de março de 2011

"Deixa o amanhã e a gente sorrir
Que o coração já quer descansar"

quarta-feira, 30 de março de 2011





Se a fraqueza, insegurança e medo são meus,
vou fazê-los passar por mim, somente,
eles me pertencem,mas com prazo de validade,
tenho que fazê-los passar.
Se eu os fiz crescer aqui dentro, 
cabe a mim matá-los.

terça-feira, 29 de março de 2011

Medo. Impede de ir além, de sentir além. O querer se entregar, mas com certo alerta para recuar a qualquer momento.Medo!

sexta-feira, 25 de março de 2011

"pedi a ele uma DEFINIÇÃO. ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. e não darei. não é mais possível. não vou me alimentar de ilusões. prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. no plano REAL: que história é essa? no que depende de mim, estou disposto & aberto. perguntei a ele como se sentia. que me dissesse. que eu tomaria o silêncio como um não e ficaria também em silêncio. acho que fiz bem."

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tenho aprendido a não me culpar quando errar, se não for possível reparar o erro, fazer o que está a meu alcance, pedir perdão e seguir em frente. Os erros nos mostra que nem sempre estamos com a razão, e ter a razão sempre é tão chato, enfadonho. Não quero ser a dona da verdade e nem usar mentiras em minhas desculpas. Quero aprender a ser humilde, o levantar de cada queda, a saber ouvir um não. Tenho criado uma espécie de conformismo dentro de mim, o que não é pra ser, não será, mas não é por isso que não deva ser feliz, ou me fechar para outras oportunidas. E me conformando começo a dormir, ter um sono leve, limpar a gaveta das expectativas que não serão correspondidas e começar a encher das que serão. É assim que vejo o fluxo da vida, a possibilidade de renovação mesmo na dor. E diante dessa renovação começo a esvaziar meu peito, para quem sabe enchê-lo denovo.





Essa música mais uma vez postada aqui, reflete o que começo a sentir. Sinto que começo a me despedir de uma forma mais leve, uma espécie de saudade que começa a acomodar e não incomodar, para depois ir...















quarta-feira, 23 de março de 2011

Vai passar Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?
O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”.
Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”.
Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.
Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”.
Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais.
Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor.
Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”.
E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração.
Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer.
E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio.
E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos.
Serão tantas que desistirás de contar.
Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam.
Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho.
Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada.
Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos.
Refreias quase seguro as vontades impossíveis.
Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo.
Qualquer coisa assim:- … mastiga a ameixa frouxa.
Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …(CFA)
SUFOCO, tudo o que eu queria era ir embora! Embora das memórias, dos lugares, das risadas e afastar as expectativas. Como fazer?

terça-feira, 22 de março de 2011

Sim, e daí? Me veem mesmo como uma espécie de aberração natural. Sou apenas um iceberg no centro da metrópole, procurando o café mais aromático, onde é proibido fumar e não existem esses antagonismos entre coração e razão. Eu não procuro e duvido que vão me encontrar. Não vem com romance. Amor é vida, eu tive sete, e todas as vezes morri de forma brutal, então hoje caminho por aí buscando romper com meus passados, como um assassino de memórias em série. Em cima do muro não me sinto encurralado e não preciso encontrar saídas de sobrevida.
Estamos de acordo? Não. Melhor assim. Eu conheço dois tipos de gente. Aqueles que buscam seu próprio sonho dentro dos outros. Esses são os românticos e sua incessante caça pelo ideal, de decepção em decepção, esquecendo da subjetividade dos sentimentos, numa poligamia melodramática, como um álibi onde se justificam seus erros, traições, carências e rejeições. Palmas, vocês comovem as pessoas. O outro tipo, meu tipo, a ala dos objetivos e menos escandalosos, já não projetam seus ímpetos quiméricos, não nos derretemos com seus pedidos de ficar e dormir colados e ofegantes, como duas plantas enroscadas debaixo de um aquário, sem oxigênio.
Seus olhos são verdes, claros e bonitos, mas rejeito seu convite pra um mergulho. Você me interessa justamente por não ter capacidade de me decepcionar. E desculpa se te choquei, mas não preciso de perdão ou aprovação, sua e de ninguém. Durmo tranquilo e sozinho e sem vergonha e com as cinzas. Quem é mais justo e digno e honesto do que aquele que dá somente aquilo que tem pra dar? Me faz rir jurando que são aqueles que pedem pra ficar, só porque é tarde e a cama é quente, até daqui a pouco. Quem fica por razões erradas não fica por muito tempo."

segunda-feira, 21 de março de 2011

O egoísmo sempre dá um jeito de sobressair, a felicidade te invadiu no momento que me entristeci. Não vou a procura de abraços, nem que enxuguem minhas lágrimas, vou à procura de tornar meus pensamentos leves, sem lembranças, sem medo do nunca mais e sem planejar muito como eu serei com o próximo. Aproveito as noites mal dormidas lendo algo que conforte, me afasto de quem quer levantar meu ego com elogios machistas e estúpidas. Não quero chamar atenção no momento, quero transformar o momento em uma coisa inteiramente minha. Já passei por isso, já fui trocada antes, já tive meu ego estraçalhado, já joguei no lixo meu orgulho e perdi em algum lugar distante minha auto estima. Já sei o que é não restar nada. Já sei que quando nos resta nada é que temos tudo a nosso favor,é  nova chance de recomeçar e de ser feliz!



"A gente sabe que esticar a corda costuma encolher o coração, mas a gente estica...Tudo passa, o que queremos e o que não queremos que passe, a tristeza e o alívio coabitam no espaço desta certeza. Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé. A lembrança de que as perguntas mudam."

domingo, 20 de março de 2011

Ele estava magoado e pensava que o único jeito de tirar a mágoa do peito era magoando de volta. E fez isso, pensando apenas em um jeito melhor de fazer o sentimento morrer e dar a volta por cima. Fez isso perguntando se agora ela iria tirar a sua vida novamente. E assim ela decidiu, que iria tirar pela primeira vez sua vida, ia tirar pela primeira vez sua vida da vida dele.

sábado, 19 de março de 2011

Como se despedir de um amor? O sentimento ainda lateja, as lágrimas não conseguem parar de cair,as frases ecoam na cabeça que parece estar a ponto de explodir. Uma nova chance foi dada, uma nova chance foi desperdiçada. Nessa horas penso o porquê do passo a frente se logo após é necessário recuar.