quinta-feira, 27 de março de 2008


Não quero nada,

Nada que não esteja ao meu alcance,
Quero me dar essa chance

de não correr

de viver como se tem de viver

e seguir na velocidade e direção que me são lançandas

e que mesmo cansada

permaneça

serena!


Serenidade... 24...

quarta-feira, 26 de março de 2008



Não aspiro a liberdade nua e crua,liberdade demais nos prende. Quero leveza, suavidade, docura. Serenidade.
Uma pitada de loucura? Talvez. Talvez mais impulso, mais iniciativa. Sossego.

terça-feira, 25 de março de 2008

Os dragões não conhecem o paraíso


(...)Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém...Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem...Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões...Os dragões param sempre do lado esquerdo das pessoas, para conversar direto com o coração. O ar a meu lado ficou leve, de uma coloração vagamente púrpura...
Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo, esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:

- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.

Não, isso também não é verdade.

Caio Fernando Abreu .

segunda-feira, 24 de março de 2008


Ela ia fechando a porta bem devagar olhando seus olhos, tentando lembrar aquilo que os uniu.

Depois de tudo que havia feito não restava mais nada a ser dito.

- Fica bem, disse ele.

- A ausência também fala, ela tentava dizer com a voz entalada.

Ele tentou fazê-la não fechar, mas já estava ferida demais para continuar adiante.

(F.A.P)

[Ao som de
Queixa - Caetano Veloso]

Você já tá pra lá de Marraqueche



"...Mexe
Qualquer coisa dentro, doida
Já qualquer coisa doida
Dentro mexe..."

domingo, 23 de março de 2008


E ele continuaria ao meu lado, vivendo meu mundo,o seu, e construindo o nosso!
São 00:40 e teremos lindos sonhos...

sexta-feira, 21 de março de 2008




Meu refúgio!

...E quando bate a saudade eu vou voar!!...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Pouco me espanta.
Quase nada me choca.
Tudo me toca, me assombra e me comove: o mais cotidiano e o mais inusitado. Tudo forma o cenário e o caminho. Que a maturidade me fez amar com menos aflição e quem sabe menos frivolidade, não menos alegria.
Lia Luft.



Escutando : Snow Patrol - Run!

quarta-feira, 19 de março de 2008


Na mão esquerda uma ausência e na direita cigarro. Trago.
E penso: preciso parar de fumar.


"Cadê teu Suin?!"

sexta-feira, 14 de março de 2008

O começo do ponto final!




"O que a memória amou fica eterno" Adélia Prado

Chegou na sala daquela casa que a pouco era praticamente sua casa, era dia do aniversário dele e muitas lembranças sussurravam em seu ouvido. Ele caminhando na sua direção e seu perfume chegara antes, sentiu sua alma tonta com tantas lembranças, mas de praxe preferiu fazer uma piada e fingir está tudo bem.
- Parabéns Birro! (passaram 10 segundos de silêncio e uma eternidade de recordações, ela não acreditava que havia chamado pelo apelido!)
- Obrigada, vem, senta aqui com todo mundo. Nem precisa pedir, já sei, uma cerveja e o cinzeiro?!
- Estou tentando parar de fumar.
- Que bom. Já volto.

Há muito havia deixado adormercer seu sentimento por quem trouxe tanta vida e alegria a ela. Até quando iria ser constrangedor e assustador o re-encontro dos dois. Surgiam hipóteses, o constrangimento e tudo enfim seria porque ainda tinha algum sentimento, ou isso sempre vai acontecer quando se ama por tanto tempo alguém. Prefirou trocar esse pensamento por outros mais banais,será se tenho médico amanhã? deixo para hidratar meu cabelo antes de dormir? ou durmo com ele seco.
Acendeu o cigarro, sempre gostou do cigarro nessas ocasiões, achava que ele ocupava mão e boca, assim ficaria quieta por mais alguns instantes. Ele a olhou com o sorriso de canto que sempre a olhava e aquela piscadinha de olho básica, dizendo através de seus gestos, te conheço, sabia que você ia fumar hoje.

- É Birro,(ai céus , ela pensava, não consigo chamar pelo nome! no mesmo momento apoia a mão na perna dele) não resisti ao cigarro.
- Ocupa a mão e a boca(dizia ele, com a frase típica dela quando chegava nos locais e sentia-se insegura).
- Pois é(tentando iniciar algum assunto).
- Estou pensando, já que amanhã é feriado, em ir naquela praia que você tanto me falava.
- Ai que ótimo(Agora ele vai a praia que tanto pensei em levá-lo,falava a si) Você vai adorar.
Nesse momento chegam mais alguns convidados ele sai para cumprimentar-los ,ela aproveita e faz saída "à francesa". Mas antes foi ao banheiro, parou no corredor observou o quarto dele remexendo na memória,deixou cairem algumas lágrimas, lavou rosto e a mão, colocou um pouco do perfume dele no lenço dentro da bolsa.E partiu.
Partiu falando a si que iria se permitir somente sofrer aquela noite, e amanhã já sabendo que iria acordar novamente "com o friozinho de montanha russa" , seria outro dia.
E foi!

[Fernanda Andrade Pacheco]

quinta-feira, 13 de março de 2008

Para não me perder de vista!



O que gera o ócio , a inércia, essa "quietude plena", e me gera também toda essa irritação?!

Sempre fui muito intensa quando senti algum "rebuliço" por alguém, tinha sede, tinha pressa, vontade de passar todos os milésimos de segundo grudada. Isso assustava quem estava ao meu lado e me assustava também. Pensava e olhava mais a fundo e pedia calma[ meio que dizia Relaxa Fê, se for pra ser vai ser.] Cheias de atitudes e iniciativas, maquinava todas as situações, fantasias, enfim. E conseguia de certa forma. Porém,de tão intenso os sentimentos as relações me foram rápidas demais.

Continuo, mas a minha intensidade está calada, abafada. Sempre gostei muito das coisas claras, ou é ou não é. Sem incertezas, dúvidas, se ou talvez.

Iniciativa e atitude talvez seja o que me chame mais atenção nas pessoas atualmente, como se visse minha intensidade de antes nelas, meu reflexo. Isso não me assusta, me aproxima!


Apesar de ser muito incompreendida ou causar medo em algumas pessoas... Apesar dos pesares , sigo...



[F.A.P]




[
Laura Baptista Leite para a voz de Maria Bethânia

Eu vou te contar, que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza à você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,
Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação. Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia, e te espelha...
Eu me relato, tu me delatas...
Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste .]

quarta-feira, 5 de março de 2008


Gosto de poder manter o silêncio junto de alguém. É mesmo a
condição de uma amizade, para mim. Um amigo é aquele com
o qual se pode partilhar o silêncio... como se partilha a palavra.

Clarice Lispector
(A descoberta do mundo)




Estado de amor agudo por vocÊs , meus amigos! Sem noção do quanto tem medir esse amor e nunca consigo!
Amo, amo e ponto, ponto final não, três pontos, exclamação e o escambal!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Está sempre a espera é um escape para não enxergar o que tem a sua frente, ou um obstáculo para o que virá?
Andar distraído ou criar expectativas?

domingo, 2 de março de 2008



Não sei se é certo pra você
Mas por aqui já deu pra ver
Mesmo espalhados ao redor
Meus passos seguem um rumo só.

E num hotel lá no Japão
Vi o amor vencer o tédio
Por isso a hora é de vibrar
Mais um romance tem remédio

Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha.

O amor é um descanso
Quando a gente quer ir lá
Não há perigo no mundo
Que te impeça de chegar.

Caminhando sem receio
Vou brincar no seu jardim
De virada desço o queixo
E rio amarelo.

Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio
Vou viajar lá longe tem
O coração de mais alguém.

Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha.

Roberta Sá - Mais VocÊ
Composição: Moreno Veloso e Quito Ribeiro