sexta-feira, 26 de outubro de 2007

... Deixe que o tempo cure...








Tem certos dias que até acordar machuca!

sábado, 20 de outubro de 2007


"...em busca do equilibrio o corpo tem que estar em desequilibrio..."

Acho que na minha vida estou também tentando "achar" meu centro de gravidade, rs, meu meio termo, exatamente igual como nosso corpo faz!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


". Fico quieto. Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito. Sei que é complicado, mas contar falsifica, é isso que quero dizer — e pensando mais longe, por isso mesmo literatura é sempre fraude. Quanto mais não-dita, melhor a paixão. Melhor, claro, em certo sentido que signifícatambém o pior: as mais nobres paixões são também as mais cadelas, como aquelas que enlouqueceram Adele H., levaram Oscar Wilde para a prisão ou fizeram a divina Vera Fischer ser queimada feito Joana d’Arc por não ser uma funcionária pública exemplar. "

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Dias loucos


"Numa mistura de loucura e lucidez
Vou viajando e me perdendo em ilusão
Será que esse momento é insensatez?
Uma overdese em meu coração"

Nando Reis

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


"Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para
fora de mim, querendo atingir todo mundo. Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e
com o mesmo ímpeto, a mesma densidade. Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem
magoar com uma palavra ou um gesto. Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos,
apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro. Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão
nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a
solidão. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente.
E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e
se sucedem e deixam sempre sede no fim.""

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Fagulha




Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.

Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando

Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.

Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.

Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.

Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio

Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las


FAGULHA. Ana Cristina Cesar

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

derbravar a si! Desbravar-se!


Por mais que digamos que não ligamos pros demais algo sempre láaaa no fundo nos incomoda. Me incomoda saber , digamos, que n sentem minha falta, ou já que não me fazem falta no dia-a-dia, porque me fazem nessas horas em que volto meu olhar.
Me incomoda os que "partiram" do meu mundo, que participaram de forma tão intensa dele! (um incomodo meio que mágoa, tem pessoas que partem de você e partem seu coração e isso dói! )


.:.

Hoje me sinto uma expectadora do que já vivi, somente observo, de longe, a rotatividade alheia. É como se tudo estivesse com vida ao meu retor e eu inerte à tudo e todos. Alheia ao movimento , ambiente e pessoas!

Tem momentos que a gente tenta, e consegue as vezes, se permitir e criar um mundo só nosso, como se estivessemos construindo apenas , sem que ninguém pudesse intervir, algo nosso.

Um momento que você dedica a si. Exclui tudo aquilo que pudesse interferir em sua evolução momentanea.

O ato de ficar só, sempre me assustou muito, me amedrontava ter a idéia de me fazer companhia. Achava que não seria capaz de sozinha me fazer feliz. E estava errada...

Tem pessoas que nos fazem mal, conseguimos reconhecer isso, e não somos capazes de desopilar delas. Sempre nos preocupamos com pensamentos alheios. Que coisa mais sacal, ficar tentando adivinhar o que os outros pensam. Isso, essa insegurança, impede de dar um passo maior, o verdadeiro passo para frente. Mas as vezes me pego olhando para trás e me precupando sem necessidade. Mas isso é o que me companhia tenta me mostrar, que caminhar sozinha não é um bicho de sete cabeças, é um dos maiores passos para a auto-descoberta, é como se estivéssemos desbravando nossos "lugares" mais íntimos.