sábado, 15 de dezembro de 2007


Engraçado sentir alguma coisa e não conseguir decifrar.... E vocÊ vai acumulando e talvez nao percebendo que não está te fazendo bem guardar algo, reservá-lo somente à você .
Mas talvez só guarde porque não conseguiu ainda defini-lo...
E assim vai, um dia aquilo parece estar adormecido e no outro te envolve com uma fúria calma e intrigante...
Talvez por ter conseguido classificá-lo consiga diminuir sua intensidade em mim.
Isso tudo tem provocado uma inércia afetiva muito grande, por sempre está tentando definir o que não tem nome, ou que definições seriam muito vagas... Acho que exteriorizar não vale a pena, mas quem sabe colocar pra fora um pouquinho, um dia de cada vez, quem sabe a inércia irá me tornar mais dinâmica. Quem sabe!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


"Abraçou-o também, que vinha de muito longe, que mal se conheciam, um bicho arisco, abraçou-o com muita força, como se quisesse entrar dentro dele para poder compreendê-lo mais, e melhor."

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

"Nossas dádivas são traidoras
e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar,
se não fosse o medo de tentar"

sábado, 8 de dezembro de 2007




Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás


Poema
Cazuza
Composição: Cazuza / Frejat

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


"A busca, a conquista, a posse rápida e total na ânsia de enraizar o amor, que de repente não é mais amor, é lúxuria, lúxuria que de repente não é luxuria, é farsa. Farsa que é medo, simplesmente medo da solidão, mais difícil de suportar que o peso do corpo alheio a se abater sobre o meu..."

Lygia Fagundes Telles

sábado, 1 de dezembro de 2007

É preciso cumplicidade para vencer a rotina, nem sempre conseguimos nos safar dela!
Desejo por si só n me sacia por inteira.
Tempere mais...
Um tempero a mais, por favor!

E francamente não consigo entender o que nossa química quer estabelecer!