Juntar teu corpo
meu corpo
num corpo só.
(Maria Rita - Num corpo só)
quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
"Arrodeava" com as palavras, falava do seu momento e todas expectativas.
Alguns minutos antes em um sofá, sentia frio na barriga, mas gostava de brincar com essas sensações que vinham, achando interessante ficar só nessa brincandeira com egos ,a priori.
Não tomou partido algum, continuava só com os olhares, sorrisos envergonhados e atitudes que sempre confudem(ambíguas).
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra. Vivemos, num lusco-fusco da consciência, nunca certos com o que somos ou com o que nos supomos ser. Nos melhores de nós vive a vaidade de qualquer coisa, e há um erro cujo ângulo não sabemos. Somos qualquer coisa que se passa no intervalo de um espetáculo; por vezes, por certas portas, entrevemos o que talvez não seja senão cenário. Todo o mundo é confuso, como vozes na noite.
Estas páginas, em que registro com uma clareza que dura para elas, agora mesmo as reli e me interrogo.
Que é isto, e para que é isto? Quem sou quando sinto? Que coisa morro quando sou?
Como alguém que, de muito alto, tente distinguir as vidas do vale, eu assim mesmo me contemplo de um cimo, e sou, com tudo, uma paisagem indistinta e confusa.
É nestas horas de um abismo na alma que o mais pequeno pormenor me oprime como uma carta de adeus. Sinto-me constantemente numa véspera de despertar, sofro-me o invólucro de mim mesmo, num abafamento de conclusões. De bom grado gritaria se a minha voz chegasse a qualquer parte. Mas há um grande sono comigo, e desloca-se de umas sensações para outras como uma sucessão de nuvens, das que deixam de diversas cores de sol e verde a relva meio ensombrada dos campos prolongados.
Sou como alguém que procura ao acaso, não sabendo onde foi oculto o objeto que lhe não disseram o que é. Jogamos às escondidas com ninguém.
Há, algures, um subterfúgio transcendente, uma divindade fluida e só ouvida.
(...)
Fernando Pessoa. O livro do desassossego.
quarta-feira, 4 de junho de 2008

"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você."
terça-feira, 3 de junho de 2008
Afinal quem tem razão? Quem estaria com a verdade?
Questinava-se constantemente. Ruminando o rancor dentro de si. Não queria dar o braço a torcer, não queria abdicar de seu amor por companhias que achava desconfiáveis(não que fossem, mas por eles não concordarem com certas atitudes de quem estaria do seu lado, preferia classificar assim, desconfiáveis). Sentia a energia pesada, o estômago ardendo. Seu orgulho latejava tanto, que viveria somente no seu mundo, achando que não precisava mais de nada. A vida estaria em um movimento lento e único, não queria observar o movimento fora do seu, muito menos participar, mas cobrara de quem não vinha atrás e não "entrava" em seu mundo. Sempre fora assim, as pessoas viriam atrás e tudo se resolveria. Conforme o tempo passava, não de uma forma sutil, agora o tempo resolvera ser brusco, o rancor transformara em mágoa, a mágoa dava margem a nascerem mais verdades (as suas). Irá precisar ainda de mais tempo, brusco ou sutil, para entender que a moeda tem seus dois lados, e que nem sempre só os lados da moeda tem razão. Aprenderia apanhando, chorando, se debruçando no seu orgulho. Tudo estava fora do lugar, mas queria que alguém resolvesse.
Questinava-se constantemente. Ruminando o rancor dentro de si. Não queria dar o braço a torcer, não queria abdicar de seu amor por companhias que achava desconfiáveis(não que fossem, mas por eles não concordarem com certas atitudes de quem estaria do seu lado, preferia classificar assim, desconfiáveis). Sentia a energia pesada, o estômago ardendo. Seu orgulho latejava tanto, que viveria somente no seu mundo, achando que não precisava mais de nada. A vida estaria em um movimento lento e único, não queria observar o movimento fora do seu, muito menos participar, mas cobrara de quem não vinha atrás e não "entrava" em seu mundo. Sempre fora assim, as pessoas viriam atrás e tudo se resolveria. Conforme o tempo passava, não de uma forma sutil, agora o tempo resolvera ser brusco, o rancor transformara em mágoa, a mágoa dava margem a nascerem mais verdades (as suas). Irá precisar ainda de mais tempo, brusco ou sutil, para entender que a moeda tem seus dois lados, e que nem sempre só os lados da moeda tem razão. Aprenderia apanhando, chorando, se debruçando no seu orgulho. Tudo estava fora do lugar, mas queria que alguém resolvesse.
[rancor, raiva, mágoa, orgulho, auto-piedade, compaixão demasiada, "cegueira"... isso te machuca!]
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