segunda-feira, 26 de abril de 2010

Minha filha vamos tirar essa música de sofrimento e colocar aquelas infantis, tipo atirei o pau no gato, ciranda cirandinha. Disse meu pai. E eu retruquei, é o senhor esqueceu daquela parte, o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou. E assim começamos a rir... E distrações aparecem...
Nada como um dia após o outro. Te perder se fez necessário para eu me encontrar, todo barulho agora se transforma numa doce melodia. Repouso sobre as horas, flutuo entre espaços imaginários, todos coloridíssimos, e nesses espaços não te encontro, e me sinto leve. Tenho a mim, tenho a mim, tenho a mim, repito incansavelmente. Cada dia um passo, e a cada passo vou mais além. Além de você, pois além de você eu existo, e além de mim estão minhas vontades. E agora são elas que vou satisfazer.

domingo, 25 de abril de 2010

Como terminar uma coisa que você conheceu começar agora a pouco? Como faz isso tudo esvair, se dissipar no ar?
Minha mãe não toma partido, me diz que não conhece quem morreu de amor, e desliga o telfone dizendo que Deus vai me abençoar e me ama e queria que eu me amasse acima disso tudo.
Então nesse minuto viro fortaleza, penso que é so questão de dia, devaneio destruindo qualquer expectativa. Expectativas que hora atrás estavam me iludindo... Me culpo, me arranho e me machuco. Acho válido viver toda essa experiência, mesmo sendo tão dolorida tal coisa. Invento desculpas, rodeio com meu silêncio e faço um pacto, não voltarei atrás, já quis dar uma chance para não deixar morrer o que sinto. Saio de casa, olho o mar, molho os pés na areia, e em meio a tantas lembranças, tantas lembranças que hoje parecem ser impossíveis de se apagar, vem a mente denovo expectativas, que devem morrer ali, naquele mar violento que molha minhas pernas. Deixar afogar no mar tantas mágoas, deixo levar meu rancor e minha saudade. E foi assim o dia, por mais que quisesse te esquecer, meus pensamentos me levaram até você. O problema foi o que senti novamente em relação a você...nenhuma sombra de chances.
Volto para casa, tomo banho, hoje não valorizei o chuveiro elétrico, água fria, toda arrepiada, colocaria um rock, músicas que não conseguiria traduzir?
Então começo a pensar nas oportunidades, nas tampas das panelas e o quanto as pessoas demoraram para conseguir firmar seus relacionamentos. Me distraio, e quase chego a não pensar em você.
Novamente me distraio, já não penso em você e sim no próximo que virá. Me distraio e penso, vou encontrar, vou encontrar, mesmo não sabendo quem é você que vai chegar, mas irei ao seu encontro, e mais uma vez irei me perder, com tal qual ou maior intensidade, mas rezo para me perder mais uma vez.
Depois do banho, cabeça "fria" e pensamentos aleatórios... Nesse momento pensei que irei cuidar de mim, dedicar meus sentimentos só a mim... Volto para casa e Desço meus andares, penso em fumar um cigarro, e logo subo, na tentativa de dedicar meus sentimentos a mim e não me fazer nenhum tipo de mal. Quando estou aqui em cima, me vem a cabeça a última frase que minha mãe disse antes de desligar o telefone. E Deus me abençoa. Peço para Ele me renovar, apagar lembranças, jogar memórias ao vento. E a resposta que obtenho é o silêncio, e intepreto que devo permanecer assim, em silêncio perante a você. Me recolho em posição fetal na cama, vejo vídeos e apago fotos no meu celular. E tento seguir aquela velha frase, O PASSADO É UMA ROUPA VELHA QUE NÃO NOS CABE MAIS(música da Elis). E fico atenta, UMA NOVA MUDANÇA EM BREVE VAI ACONTECER. E vou tentar durmir... Mesmo sabendo que não conseguirei...










Há como não sonhar?









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sábado, 24 de abril de 2010

Escrevo, pois não vejo sentimento maior que o sofrimento que nos impulsiona a esse ato. Escrevo não por minha vontade, mas por não conseguir dormir enquanto esse turbilhão me invade. Cabeça, corpo, alma e pensamento. Mas tudo isso por falta de outro sentimento , o amor-próprio. Ontem , hoje e amanhã, não serei eu, serei meramente impulsos, impulsos que não conseguem traduzir minha falta de amor próprio. Uma carcaça por dentro, tentando transparecer uma fortaleza por fora? De jeito nenhum, não tenho pretensão de querer me mostrar forte pros outros, quando meu objetivo é ser forte, mas ser forte por inteira. Dar continuidade a mim... Não ser só impulso, ou devaneios... Quero ser vida, quero ser aquela que antes aconselhava, não a que precisa de conselhos. Quero voltar a somente me amar, não quero preencher minha vida com a vida de outra pessoa. Quero preencher-me e derramar do meu ego. Quero ser minha companheira, permanecer fiel a mim... Enquanto não consigo, vacilo entre os obstáulos...

terça-feira, 16 de março de 2010

Insegurança em excesso exacerba um sentimento,
depois faz ele exaurir...
E nunca é o tempo certo de te falar...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dói, palavras ecoam na minha cabeça...palavras que pareciam estar dilarecando cada parte minha, começando na pele, subindoo, fatiando meu coração...
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'"