domingo, 23 de dezembro de 2007

Desejo que você saiba , ou descubra, uma maneira de se livrar das amarras, das "amargas". Que não rumine o rancor, não deixe o orgulho te enganar e tenha mais humildade ao lidar com as pessoas.
Desejo que você não se prenda ao passado, mas também que não viva esperando o futuro, que saiba viver o agora, intensificar o agora.
Desejo ainda que diminua os entorpecentes,sabendo que a loucura tem uma lucidez estampada nela, ou seja, não seja totalmente louca e muito menos totalmente lúcida.
Que você diminuia suas expectativas perante terceiros, cada um tem a sua maneira de demonstrar algo.
Enfim....
Não importa o acontecimento, até o bagaço da laranja tem algo para tirar.

domingo, 16 de dezembro de 2007

"... tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara."

sábado, 15 de dezembro de 2007


Engraçado sentir alguma coisa e não conseguir decifrar.... E vocÊ vai acumulando e talvez nao percebendo que não está te fazendo bem guardar algo, reservá-lo somente à você .
Mas talvez só guarde porque não conseguiu ainda defini-lo...
E assim vai, um dia aquilo parece estar adormecido e no outro te envolve com uma fúria calma e intrigante...
Talvez por ter conseguido classificá-lo consiga diminuir sua intensidade em mim.
Isso tudo tem provocado uma inércia afetiva muito grande, por sempre está tentando definir o que não tem nome, ou que definições seriam muito vagas... Acho que exteriorizar não vale a pena, mas quem sabe colocar pra fora um pouquinho, um dia de cada vez, quem sabe a inércia irá me tornar mais dinâmica. Quem sabe!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


"Abraçou-o também, que vinha de muito longe, que mal se conheciam, um bicho arisco, abraçou-o com muita força, como se quisesse entrar dentro dele para poder compreendê-lo mais, e melhor."

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

"Nossas dádivas são traidoras
e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar,
se não fosse o medo de tentar"

sábado, 8 de dezembro de 2007




Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás


Poema
Cazuza
Composição: Cazuza / Frejat

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


"A busca, a conquista, a posse rápida e total na ânsia de enraizar o amor, que de repente não é mais amor, é lúxuria, lúxuria que de repente não é luxuria, é farsa. Farsa que é medo, simplesmente medo da solidão, mais difícil de suportar que o peso do corpo alheio a se abater sobre o meu..."

Lygia Fagundes Telles