
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Existem sensações que por mais que queiramos esquecer elas nos invadem, nos deixam longe. E, talvez, por querer tanto esquecer que elas existam a gente acaba lembrando o tempo todo. O que fazer com elas? Como construir algo que nos invade e machuca? Como fazer disso uma subtração onde o resultado será positivo para mim? Cadê o manual?
“Esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer."
“Esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer."
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Queria te dizer que nem sei o que te falar para tentar amenizar a tua dor. Te ver sofrer me corrói, é tão difícil você chorar, e ontem as suas lágrimas estavam tão tristes. Sei que no decorrer da vida esses episódios acontecem, mas mil vezes que aconteçam comigo e não com você. Eu te amo mais do que tudo e farei o possível para não deixar te magoarem mais.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Quando você entra em um relacionamento, o que você espera? No mínimo uma dedicação da parte do seu parceiro. Espera surpresas, um convite inesperado, aquela ligação fora de hora. O cotidiano pode querer esfriar os relacionamentos, mas cabe a quem ama tentar inovar,quebrar essa rotina. Em vez de olhar para quem ama e falar Eu te amo, não seria melhor demonstrar? Será se só ouvir essa frase faz a pessoa se sentir amada? Um relacionamento é via de mão dupla, os dois precisam se doar, precisa entender as diferenças do outro e aprender a conviver com elas, Tolerar e abster-se, para tornar leve. Fazer com que o outro enxergue seus erros com você errando da mesma forma, não adianta, desgasta, ameaçar também não. O amor por vezes não escuta razão, mas quando ele começa a fadigar ele se sente impotente para vencer as barreiras. Se amamos mesmo, porque não tentamos mudar? Por que ao invés de só apontar erros alheios não aceitar que erra também ?
Precisamos enxergar que as pessoas não agem conforme queremos, elas tem personalidade própria que diversas vezes as fazem agir de uma forma que não se parece com a nossa, são as ações dela, mas isso não significa que ela esteja certa e você o errado, ela apenas age conforme seus pensamentos,sua forma de ser. Não podemos querer moldar a pessoa inteira, porque então você estará apenas com o seu esteriótipo ideal, mas será se está fazendo feliz seu amado(a)?
Precisamos antes de criticar o outro olhar para o nosso próprio umbigo e querer retirar o rei da nossa barriga.
Amar é reconstruir, é tolerar, é querer o bem, é fazer o bem, é enfrentar obstáculos pois nenhum relacionamento é um conto de fadas, o "viverão felizes para sempre" só existe se batalharmos, e mesmo assim precisamos saber as dificuldades para valorizar momentos de felicidade total.
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas...só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar... E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis... Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã."
(Caio Fernando Abreu, só poderia ter sido ele...)
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