domingo, 31 de julho de 2011

Caminho tropeçando em você nos meus pensamentos, quando vejo, te atropelo. Tenho tentado viver sem, não é uma coisa fácil, mas, a mais certa a fazer, a falta cava um buraco enorme no meio peito,  me empurra a seguir em frente e a querer ser uma pessoa melhor, não para outra pessoa e sim para mim.

domingo, 24 de julho de 2011

O sorriso leve, o despertar lento e gostoso, o brincar entre as horas, tudo isso vem se tornando especial... ;)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dói, ter que pensar em você toda vez que me dirijo até ele, no trajeto penso nos momentos que vivemos juntos, quando vou chegando mais perto os ruins se aproximam, até me sentir extremamente sozinha denovo não só em relação à  você, mas também a todo o sentimento que tinha ou ainda tenho por você... mas se por um tempo consigo refletir melhor é uma dor que de tão acostumada a incomodar, hoje acomodou. Então quando chego até ele me esvazio de você e consigo relaxar meus pensamentos, levo meu copo vazio desde então e quase paro de te mandar mensagem...

Jorge Aragão Loucuras De Uma Paixão

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rosa de Saron - Hoje Muitos Choram




"Ainda à beira-mar, os olhos na direção do horizonte, mas pousados em algo que somente eu podia ver, senti que, naquele instante, o meu coração me pedia apenas para eu desistir. Desistir da ilusão a qual eu me apegava, embora já lhe conhecesse a fragilidade. Desistir da expectativa sempre acompanhada da frustração que ela envolvia. Desistir de tentar entupir aquele espaço vazio com tantas coisas incapazes de preenchê-lo. Desistir de manter aberta aquela ferida até que pudesse ser curada pelo remédio que, por tanto tempo, elegi ser o único capaz de curá-la. Não, aquele remédio que aguardei que viesse não viria mais. Não viria nunca. A possibilidade disponível de cura viria somente da minha aceitação. Do meu desapego. Do meu autopreenchimento. Naquele instante, aceitei o pedido: eu escolhi desistir. Escolhi sair daquela dor. Ainda não sabia exatamente como fazê-lo. Mas estava confiante de que, de alguma forma, eu aprenderia.
O mar já havia me levado vários anéis, mas foi a primeira vez que o mar me levou uma ilusão. A ferida, eu sabia, demoraria um pouquinho para cicatrizar, como acontece com todas elas, as do corpo e as da alma, mesmo quando param de doer. Naquele dia, entre tantas emoções, experimentei uma terna gratidão pela perspectiva de cura e pela capacidade que a vida tem de se renovar, mesmo quando passa um bocado de tempo doendo. (…)
— O dia em que o mar me levou uma ilusão - Ana Jácomo"