terça-feira, 1 de abril de 2008


“Tenho uma boa taça. Quero compartilhá-la com você”. Estende
as mãos para a frente, como se fosse tocar o rosto de alguém. Mas você
está sozinho, e isso não chega a doer, nem é triste. Então você abre a
janela para o ar muito limpo, depois da chuva. Você respira fundo.
Quase sorri, o ar tão leve: blue.

CFA (Pequenas Epifanias. Verdade Interior. O Estado de S. Paulo, junho/1987)

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