quarta-feira, 30 de julho de 2008







Tenho os olhinhos tristinhos, grandes, mas que gostam de se fazerem miúdos . Tenho uma fome
no peito, fadigando sempre nos finais de tarde. Acordo com uma sede, cabeça pesada, mas já é
tarde, penso, já é muito tarde para tomar alguma medida contrária a continuar. E continuo, um
dia esse ácido lático mental há de sair e as procuras irão cessar...



















" Tinha desejos violentos, pequenas gulas, urgências perigosas, enternecimentos melados, ódios virulentos, tesões insaciáveis. Ouvia canções lamentosas, bebia para despertar fantasmas distraídos, relia ou escrevia cartas apaixonadas, transbordantes de rosas e abismos. Exausto então, afogava-se num sono por vezes sem sonhos.’’ (CFA)






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