segunda-feira, 3 de maio de 2010

Campanhia toca,ela,toda desajeitada, achando que era o jornaleiro, abre a porta, e lá estava ele.Cabisbaixo com um bouque de lírios, aquele branco a emudeceu. As mãos suadas já não conseguiam segurar direito. Deu seu discreto obrigada, sempre fora tímida para receber presentes. Não trocaram nenhuma palavra, ele a esperou na sala. Ela volta, mais arrumada e menos tímida e pergunta o porquê daquela surpresa. Ele dá "aquele" riso, pega na sua mão e beija olhando nos seus olhos dizendo que hoje seu único desejo era vê-la sorrindo. Ela apenas sorri, ele tenta beijá-la, ela esquiva. Ele puxa o assunto, perguntando como estava a vida, assim a conversa começa. Risos soltos, provocações, um simples toque parecia paralisar o momento, mas eles fingiam que não. Depois de algum tempo ele diz que tem que ir embora, ela, mesmo gostando de sua companhia, não insiste. Na porta, ela dá um beijo no canto da boca, e diz que também havia pensado muito nele.
Eles não se despedem, aliás, eles nunca se despedem, preferem assim, deixar aquele amor sempre nas reticências...

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