Eu nunca havia sentido medo da solidão antes. Sábado sozinha era um momento que aproveitava de mãos dadas comigo e dava risada deitada no sofá. Mas algum tempo a solidão resolveu adentrar meu quarto e tirar meu sono. Fico pensando como ela ainda não havia entrado ou onde achou a chave do quarto, nunca irá me responder. Passo horas na frente do computador, horas na frente da tevê, pego um livro, tomo um banho, quando me viro lá está ela do meu lado. O que quer me dizer com tanta sofreguidão,ela não faz questão de me responder. Pego o telefone, ligo para minhas amigas, elas já estão em um bar, não me ligaram dizendo que eu sempre tenho o que fazer nesses dias, não queriam escutar mais um não. Ligo para ele, sua impaciência não gosta de escutar meu choro e não está nem um pouco afim de secar minhas lágrimas. Vou até o banheiro , lavo o rosto tentando enxugar tamanho desespero, fazendo que ele desça pelo ralo, ralo entupido. São horas na varanda gastas com pensamentos aleatórios, ombros tensos tentam repousar no parapeito, a rede não consegue mais me balançar. Onde eu te dei a liberdade para entrar assim tão de repente em minha vida, solidão? Onde consigo me dar as mãos...
sábado, 2 de abril de 2011
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