quinta-feira, 31 de julho de 2008

"Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, até mesmo um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar".
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 30 de julho de 2008


Respeito talvez não seria a palavra mais adequada para traduzir o que peço em meu silêncio, mas talvez um pouco mais de consideração. Sempre tive preocupações absurdas com os outros, para que depois eles me ferissem exatamente com a falta em excesso. As pessoas, as coisas, percorrem labirintos e teimam em deixar espinhos por eles, e eu teimo em passar exatamente em cima! E isso tudo me leva à uma saudade absurda de você, porque era exatamente na curva do labirinto sem espinhos que me levava sempre para passear.



"Um dia tu vais compreender que não existe nehuma pessoa totalmente má, nehuma pessoa completamente boa. Tu vais ver que todos nós somos apenas humanos. E sofrerás muito quando resolveres dizer só aquilo que pensas e fazer só aquilo que gostas. Aí sim,todos te virarão as costas e te acharão mau por não quereres entrar na ciranda deles, compreendes?"






Tenho os olhinhos tristinhos, grandes, mas que gostam de se fazerem miúdos . Tenho uma fome
no peito, fadigando sempre nos finais de tarde. Acordo com uma sede, cabeça pesada, mas já é
tarde, penso, já é muito tarde para tomar alguma medida contrária a continuar. E continuo, um
dia esse ácido lático mental há de sair e as procuras irão cessar...



















" Tinha desejos violentos, pequenas gulas, urgências perigosas, enternecimentos melados, ódios virulentos, tesões insaciáveis. Ouvia canções lamentosas, bebia para despertar fantasmas distraídos, relia ou escrevia cartas apaixonadas, transbordantes de rosas e abismos. Exausto então, afogava-se num sono por vezes sem sonhos.’’ (CFA)






segunda-feira, 28 de julho de 2008

Arrependimento talvez role, mas voltar no tempo para tomar a atitude oposta que tomei ,não. Meus desejos não costumam pisar em meus princípios. Talvez essa seja a cobrança absurda aqui dentro,baby. Tento me decifrar, me soltar, sonhar, relaxar. Vezemquando bate aquele frio na barriga gerada pela inseguraça e dúvida eterna, tento me controlar, fumo um cigarro olhando pro céu, inventando desenhos nas nuvens, contando o incontável. Remexo lá dentro dessa ânsia, desse enjôo, e quase paro de me cobrar...





"Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?"

"Não tenho culpa se meus dias têm nascido completamente coloridos e os outros cismam em querer borrar as cores. Não tenho culpa se meu sorriso é de verdade e acontece por motivos bobos, mas bem especiais. Não tenho culpa se meus passos são firmes. Não sou perfeita, eu tropeço e caio de vez em quando.Meus olhos tem brilhado bem diferente ultimamente. E brilham diferente a cada dia. E começo a me preocupar, pois tenho medo da velocidade dessas alterações. E no meu mundo mais lindo e completo não consigo entender a existência de algumas pessoas. Mas o mundo aqui não é dos mais justos mesmo...Compreendo. Mas mesmo assim, eu tenho bastante lápis de cor e empresto pra quem quiser pintar a vida. Mas por favor, não borrem a minha!"






Play.Tranqüilo.Thalma de Freitas.




(Lembrando do fds e dos emotions para traduzir certas coisas "te-te-a-tete" rsrs... E lembrando mais uma vez que sou infinitamente feliz ao lado de vocês!)




... não sei quem é o autor do texto...achei em um blog... ;) ...


sexta-feira, 25 de julho de 2008









"Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos. Na verdade, não há caminhos. E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo): “Caminante, no hay camino. Pero el camino se hace ai anda”.Mais: já pensei, sim, se Deus pifar. E pifará, pifará porque você diz ”Deus é minha última esperança".

Zézim, eu te quero tanto, não me ache insuportavelmente pretensioso dizendo essas coisas, mas ocê parece cabeça-dura demais. Zézim, não há última esperança, a não ser a morte. Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado. Tudo é maya / ilusão. Ou samsara / círculo vicioso."

Caio Fernando Abreu . Carta ao Zezim.





Andar distraído. . .no melhor caminho que existe. . . com as melhores companhias. . .


Play. Radiohead . In Rainbows. Nude.

...homenagem à nossa subida de serra... deliiiicia!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

"(...) Andei amando loucamente, como há muito tempo não acontecia. De repente a coisa começou a desacontecer. Bebi, chorei, ouvi Maria Bethânia, fumei demais, tive insônia e excesso de sono, falta de apetite e apetite em excesso, vaguei pelas madrugadas, escrevi poemas (juro). Agora está passando: um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem. Ou: que se há de fazer" CFA

(Para Tici )